TESTES INDICAM QUE O AVELÓZ COMBATE VÁRIOS TIPOS DE CÂNCER.

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Cada vez mais a ciência vem tentando descobrir na natureza medicamentos visando ao tratamento eficaz e até a cura de doenças em animais e em humanos. Esta edição do Sapiência vem apresentar um pouco do andamento de algumas investigações a respeito do que vem a ser um grande desafio para os cientistas: a cura de doenças que ainda são uma incógnita para o homem.

Ainda envolto em sigilo que a ética e o rigor científico exigem nas diversas fases das investigações, um estudo em especial, vem despertando a atenção dos pesquisadores e também da sociedade: a produção de um medicamento eficaz no tratamento e cura de doenças graves, como o câncer, oriundo do látex de uma planta muito comum no Nordeste brasileiro, o aveloz, cujo nome científico é a Euphorbia tirucalli.

A produção de um medicamento à base da planta já despertou inclusive o interesse da imprensa noticiosa devido aos estudos de mais de seis anos no Brasil, envolvendo uma equipe especializada formada por farmacologistas, químicos, médicos oncologistas, entre outros, que comprovaram que um medicamento, ainda em fase de testes, conseguiu curar pelo menos uma paciente que estava em estado terminal, vítima de câncer, após ser submetida a testes com a droga.

Estudos bastante adiantados com medicamentos à base do aveloz mostraram que a planta, bastante conhecida no Piauí, onde recebe o nome popular de cachorro-pelado, possui mecanismos de reparo das células defeituosas, sendo capaz de inativar as mutações que formam essas células defeituosas; além disso, os medicamentos mostraram ser capazes de programar a morte celular de células tumorais. Deste modo, a planta diminui a frequência de danos ao DNA da célula, impedindo a multiplicação desordenada das células tumorais e liquidando-as, evitando então, a formação do tumor.

A Euphorbia tirucalli é uma planta arbustiva, originária do sul do continente africano, que se propagou por todas as regiões tropicais do planeta.

Na Índia, por exemplo, é usada para tratar asma, dor de cabeça, neuralgia, reumatismo e dor de dente. Na medicina tradicional brasileira, o látex da E. tirucalli é usado para tratar diferentes tipos de cânceres, incluindo carcionmas, leucemia, câncer de próstata e de mama. Em vários municípios piauienses, a planta é facilmente vista e atualmente chega a ser cultivada para efeito de estudos. Sua importância para a ciência é que tem sido popularmente utilizada no tratamento de úlceras, cânceres, tumores, verrugas e outras doenças.

Vários relatos indicam a presença de efeitos tóxicos nesta planta. Muitas espécies da família Euphorbiaceae, assim como o aveloz, secretam um látex que é rico em terpenos, como os ésteres de phorbol, euphol e ingenóis, sugerindo que dentre os seus constituintes químicos, a planta pode apresentar tanto efeitos tóxicos, como um grande potencial terapêutico.

Quanto à toxicidade, os ésteres de phorbol  presentes na planta são extremamente irritantes e têm sido documentados clinicamente que promovem tumores, induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma da nasofaringe.

A planta possui componentes químicos como os diterpenos (ingenóis), que de acordo com a literatura, possuem ação anticancerígena, mostrando significativa inibição da proliferação celular de uma proteína chamada quinase C (PKC), resultando em um efeito antiproliferativo e proapoptótico em várias células humanas de câncer.

Doses elevadas de aveloz podem induzir a coagulação sanguínea. O látex da planta pode ser irritante e cáustico à pele. Se o látex atingir os olhos, pode destruir a córnea. O uso excessivo da planta pode provocar vários efeitos, incluindo intensa queimação, pálpebras inchadas, dor ardente do globo ocular, visão borrada, erosão do epitélio córneo, acuidade visual diminuída, fotofobia e cegueira temporária.

A caracterização dos efeitos produzidos pelos compostos isolados de aveloz pode demonstrar quais constituintes químicos presentes na planta poderiam apresentar potencial terapêutico para o tratamento de inúmeras patologias, incluindo principalmente o câncer e os processos inflamatórios crônicos associados à dor. Sendo assim, Amazônia  Fitomedicamentos  em parceria com o laboratório Pianowski & Pianowski pesquisaram e desenvolveram o produto AM10 destinado ao tratamento do câncer. Com investimentos da iniciativa privada, as investigações são promissoras e novos produtos fitoterápicos tambextraídos do aveloz estão sendo testados para o tratamento de outras patologias, como as dores de caráter crônico. A expectativa é que em breve estejam à venda nas farmácias. Até aqui, estima-se que os investimentos com as pesquisas sejam da ordem de R$ 30 milhões.

Estudos iniciais comprovaram que o látex do aveloz possui um grande potencial anticancerígeno. Uma das hipóteses para essa ação seria o seu efeito antitumoral e citotóxico, ou seja, a planta possui mecanismos de reparo das células defeituosas e é capaz de inativar as mutações que formam essas células defeituosas, além de programar a morte dessas células tumorais. Deste modo, substâncias extraídas da planta podem diminuir a frequência de danos ao DNA da célula, impedindo a multiplicação desordenada das células tumorais, liquidando-as, evitando então, a formação do tumor. Nas fases iniciais, foram realizados estudos toxicológicos em camundongos e também em cães. Só depois passaram a ser realizados em humanos. A análise conjunta dos resultados demonstrou que o AM10, quando administrado agudamente pela via oral em camundongos de ambos os sexos, apresenta boa tolerabilidade e reduzido efeitos tóxicos agudos importantes.

O chefe das pesquisas com o AM10, que já foi patenteado por ele e sua equipe de pesquisadores, Dr. Luiz Francisco Pianowski, farmacêutico com doutorado em Tecnologia Farmacêutica pela Universidade do Porto, disse que o Projeto AM10 é a fração farmacologicamente ativa, extraída do látex do aveloz, padronizada em 70 – 80% do triterpeno pentacíclico euphol.  Em outras palavras, o AM10 é o medicamento quimioterápico que pode tratar e possivelmente curar alguns tipos de cânceres. É a descoberta mais importante da pesquisa, iniciada há cerca de seis anos. Os estudos já realizados comprovaram que a planta, muito utilizada pela medicina popular, ingerida na forma de garrafada para tratamento de várias doenças, tem ação citóxica, porém o AM10 foi mais potente que a garrafada.

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