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ROMà     ( Punica Granatum)

O uso de plantas com finalidade terapêutica, tem ampla aceitação popular e apoio da Organização Mundial de Saúde, motivando pesquisas científicas. Este tipo de terapia alternativa vem sendo procurada para o combate a doenças com baixo custo e fácil acesso.

Dentre as plantas com potencial medicinal está a Romã. Na literatura, além das atividades antimicrobiana e antiinflamatória, estudos publicados em artigos apontam outras ações terapêuticas na odontologia e em especialidades médicas. São descritos neste artigo diversos experimentos publicados demonstrando a multifunciona-nalidade desta fruta como fitoterápico.

Os preparos obtidos da romãzeira (flor, fruto e casca da árvore) são popularmente usados para tratar vários problemas de saúde, predominantemente gastrintestinais. O suco é usado contra úlceras na boca e genitálias, alivia dores de ouvido, é utilizado no tratamento de dispepsia, disenteria e benéfico contra a lepra. As flores são usadas para tratamento da gengiva, prevenindo a perda dentária; possuem atividade adstringente e hemostática e servem para o tratamento de diabetes mellitus. Os brotos das flores, secos e pulverizados, são usados para a bronquite . No México, é usada para diarréia, aftas, parasitismo, abscessos, tosse, angina, inflamação urinária e injúrias da pele .Atualmente muitos trabalhos científicos são feitos estudando as propriedades medicinais da romãzeira.

Propriedades antimicrobianas

Pesquisadores analisaram extratos aquosos, alcoólicos e   cetônicos das folhas e caule das plantas de várias famílias para avaliar as propriedades antibacterianas e verificaram que o extrato de romã apresentou os melhores resultados, inibindo mais de 50% do crescimento bacteriano.

A atividade anti-helmíntica do extrato aquoso da casca da fruta de romã, para T. solium, A. galli e Pheritima posthuma. Os resultados mostraram que a atividade anti-helmíntica foi 5-7 vezes mais potente que a substância padrão para estes casos (citrato de piperazina), provavelmente relacionada aos taninos e carboidratos presentes.

O efeito in vitro de diversas plantas entre elas a romã popular no Peru para o tratamento da diarréia e vibrião da cólera. A infusão de chá e decocção de casca de romã apresentaram o melhor efeito bactericida.O pericarpo da fruta de P. granatum produz um dos extratos mais ativos contra S. typhi (agente responsável pela febre tifóide). A ampicilina e o cloranfenicol não apresentaram efeito clínico no tratamento da doença, e a vacina não ofereceu proteção total. Os pesquisadores  sugerem o uso dos extratos ativos da romã como conservantes em alimentos e medicamentos,prevenindo a contaminação e proliferação da S. typhi.

Descobriram tambem que o extrato metanólico da casca de romã apresentava atividade antimicrobiana contra S. aureus, E. coli, P. aeruginosa e Candida albicans, na concentração de até 10mg mL-1.

Foi pesquisada  ação de extratos etanólicos obtidos de 15 plantas da medicina tradicional do Oriente Médio. Observaram que três plantas, dentre elas a romã, foram consideradas de amplo espectro de atividade antibacteriana. Extratos da casca da P. granatum inibiram todas as espécies bacterianas testadas, tanto Gram + (B.cereus, S. aureus, S. epidermidis, S. pyogenes, E. faecalis) quanto Gram – (E. coli, K. pneumoniae, P. vulgaris, P. aeruginosa, S. dysenteriae, Y. enterocolitica). Os taninos são componentes encontrados em todas as plantas com atividade antibacteriana.

A  atividade antimicrobiana de 45 plantas da medicina indiana, sobre cinco espécies de bactérias antibióticoresistentes e em uma espécie de levedura (C.albicans). A romã foi uma das 12 plantas consideradas de amplo espectro de ação. O extrato alcoólico da casca de romã  foi efetivo, inclusive contra C. albicans. Os resultados indicaram que a resistência antibiótica não interfere na ação antimicrobiana das plantas, provavelmente por apresentar diferentes modos de ação.

Foram estudadas  as atividades antivirais de extratos metanólicos de 75 plantas do Marrocos. Foram avaliados os seus efeitos contra o vírus Herpes simples, vírus Sindbis e poliovírus. O extrato de romã foi o mais ativo, inibindo todos os três vírus.

 Atividade clínica na odontologia

Pesquisadores  avaliaram a capacidade antifúngica de um gel contendo extrato de romã  na infecção por cândida associada à estomatite pelo uso de dentadura, comprovada em exames clínicos e microbiológicos. Concluíram que o extrato pode ser usado como agente antifúngico tópico.

Atividade hipoglicêmica

Tambem estudaram o efeito de flores da romã na redução do nível de glicose sanguínea em ratos normais e diabéticos. Os resultados mostraram que a administração oral do extrato aquoso etanólico (50%, v/v) da planta reduziu a taxa de glicose sanguínea. O extrato da planta baixou o nível de glicose após 1 hora de administração e aumentaram a tolerância à glicose em ratos normais, inibindo a hiperglicemia.

Foi avaliado  a atividade hipoglicêmica de extrato metanólico da semente de romã em ratos diabéticos induzidos por streptozocina, que causou, após 12 horas, redução significante nos níveis sanguíneos de glicose.

 Atividade antioxidante

 Analisaram em homens saudáveis e em ratos com aterosclerose o efeito do suco de romã sobre a oxidação da lipoproteína; quimiotaxia de macrófagos, agregação plaquetária, e aterosclerose. O suco de romã foi consumido durante cerca de duas semanas e apresentou efeitos antioxidativos, reduzindo a peroxidação de lipídios no plasma e em lipoproteínas isoladas (HDL – High Density Lipoprotein e LDL – Low Density Lipoprotein).

Os resultados demonstraram que em humanos, o consumo de suco de romã diminui a suscetibilidade, a agregação e a retenção de LDL e aumentou a atividade de paraoxanase no soro. Nos ratos, a oxidação de LDL por macrófagos peritoneais foi reduzida até 90% o que foi associado com a redução da peroxidação lipídica celular e a liberação de superóxido. Além disso, o suco de romã reduziu o tamanho das lesões ateroscleróticas a 44% em ratos e diminuiu o número de macrófagos espumados.

Pesquisas foram realizadas  em dez pacientes que apresentavam aterosclerose com estenose da artéria carótida. Os pacientes foram suplementados por até três anos com suco de romã.Amostras de sangue foram tomadas antes e durante o tratamento. No primeiro ano o grupo controle, que não consumiu o suco, a espessura da camada íntima da carótida aumentou 9%, enquanto que no grupo teste, houve uma diminuição significante de 30%. A atividade da enzima paraoxanase no plasma aumentou em 83%, enquanto que o LDL diminuiu 90%. A pressão sanguínea sistólica após um ano de consumo de suco reduziu 21%. Os dados obtidos após um ano ficaram estáveis mesmo com o consumo contínuo até três anos.

 Atividade anti-neoplásica

 Avaliadas  in vitro o potencial terapêutico coadjuvante e preventivo de polifenóis obtidos da romã contra o câncer de mama humano. Foram utilizados sucos fermentados, extrato aquoso do pericarpo e óleo da semente de romã para a obtenção de amostras ricas em polifenóis. Os polifenóis do suco fermentado, do pericarpo e do óleo da semente bloquearam a atividade endógena de biossíntese de estrógenos, e apresentaram efeito de inibição da proliferação de alguns tipos celulares. Os polifenóis do suco fermentado da romã inibiram em 47% a formação de lesão cancerosa induzida.

Foi avaliado os efeitos preventivos do óleo de semente de romã a 5% no câncer de pele induzido em ratas, que promoveu significante diminuição da incidência do tumor. Os resultados apontaram o alto potencial do óleo como um agente químio preventivo efetivo contra o câncer de pele.Pesquisadores  verificaram bons resultados na participação de extratos de romã na inibição da angiogênese, que é um processo crítico para o desenvolvimento e progressão do câncer.

Tambem foi  verificada as propriedades quimiopreventivas de extratos da fruta em cultivo de glândulas mamárias de ratos.Observaram que o óleo da semente e uma fração do extrato purificado do suco da fruta inibiram de 75 a 90% a formação de lesão na ação de agentes carcinogênicos. O  óleo da semente da romã inibiu a carcinogênese induzida por azoximetano administrado subcutâneamente em cólon de ratos.

 Comentários Finais.

A literatura aponta a romã como uma planta com grande potencial para prevenir e combater várias doenças. Mas, pela própria legislação vigente, há carência de pesquisa em humanos. Assim, a maior parte dos estudos foi realizada in vitro ou em animais. A análise da literatura permite concluir que entre várias propriedades da romã, há destaque para a propriedade antimicrobiana e antiinflamatória. É enfatizada a possibilidade de emprego nas infecções hospitalares devido à resistência bacteriana aos antibióticos convencionais. O uso tem despertado interesse na odontologia e em especialidades médicas e veterinárias. Sendo uma planta não-nativa e cultivável, certamente o uso da romã poderá despertar o interesse das indústrias farmacêuticas e de gêneros alimentícios. O uso da romãzeira e particularmente do fruto pode ser realizado de forma relativamente simples sem comprometimento das propriedades antioxidante, hipoglicemiante, redutor de colesterol, atividade antivirótica, anti-helmíntica, antifúngica, antibacteriana, preventiva de câncer, reparação de feridas e com atividade estrogênica. Os princípios ativos preencheriam as recomendações da OMS quanto ao uso de fontes naturais de baixo custo para tratamento de doenças.

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