TRATAMENTO PARA TOSSE
Tosse é um reflexo natural do aparelho respiratório que surge como consequência de um processo irritativo. Em muitos aspectos, esse reflexo é benéfico, pois ajuda a expulsar secreções ou corpos estranhos.
Há dois tipos de tosse: a tosse seca e a tosse produtiva. É a presença ou não de muco que estabelece a diferença. Na tosse produtiva a secreção se movimenta e é eliminada; na seca, esse catarro parece não existir. É importante avaliar se a tosse é, realmente, seca ou se a secreção não flui por desidratação ou tratamento incorreto.
Sintomas
Os sintomas associados à tosse podem ajudar a esclarecer sua causa. São eles: secreção nasal (coriza), sensação de secreção que escorre do fundo da garganta, chiado no peito ou falta e ar, queimação no estômago e gosto amargo na boca, tosse com sangue (casos mais raros).
Causas
O fumo é a principal causa de tosse, porque aumenta o volume de muco produzido pelos brônquios; causa irritação física e química das mucosas; destrói os cílios que cobrem o revestimento interno dos brônquios; facilita o acúmulo de material estranho às vias aéreas.
Outras causas importantes são a sinusite, principalmente em crianças, a síndrome do gotejamento pós-nasal, a asma, o refluxo gastroesofágico, as infecções respiratórias, a bronquite crônica e os medicamentos para controle da hipertensão.
Diagnóstico
É de suma importância estabelecer o diagnóstico diferencial da causa da tosse. Para tanto, além do exame clínico e do levantamento do histórico do paciente, alguns exames de laboratório e de imagem podem ser absolutamente necessários.
Tratamento
O tratamento da tosse depende diretamente de que o diagnóstico seja bem estabelecido e a causa inteiramente determinada.
Recomendações
* Beba bastante água. A água é o melhor antitussígeno que se conhece, pois facilita a movimentação do muco sobre a camada de cílios;
* Dê preferência aos líquidos quentes, que costumam trazer alívio sintomático. Dê preferência aos chás de nossas avós: chá com limão e mel, de camomila, erva cidreira, erva doce, entre outros. Chá preto e chá mate devem ser evitados por causa do alto teor de cafeína;
* Mantenha a cabeça elevada, à noite, usando travesseiros extras ou levantando a cabeceira da cama com calços;
* Mantenha os ambientes bem ventilados;
* Aumente o teor de umidade do ar com umidificadores ou vaporizadores. Tome banhos quentes prolongados para respirar bastante vapor.
Temos aqui duas receitas com ervas aprovadas pela Anvisa.
Siga as orientações corretamente para tirar bom proveito da medicação.
ALCAÇUZ (Glycyrrhiza glabra)

raiz-de-alcaçuz
Partes usadas: raiz e rizoma.
Recomendações de usos:
Uso interno.

Adultos
Infusão (raiz): 4,5g (1,5 colheres de sopa) em 1 xícara (150 ml) de 3 a 4 vezes ao dia;
Tintura (1:5): 40-60 gotas num pouco d´água de 3 a 4 vezes ao dia;
Extrato seco (5:1): 250-350mg de 3 a 4 vezes ao dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de sobremesa (10 ml) de 3 a 4 vezes ao dia.

Crianças de 0-3 anos
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml)a cada 4kg de peso de 3 a 4 vezes ao dia.

Crianças de 3-7 anos
Infusão (raiz): 1,5g (½ colher de sopa) em 1 xícara de café (50 ml) de 3 a 4 vezes ao dia;
Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3 a 4 vezes ao dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2 ml) a cada 4kg de peso de 3 a 4 vezes ao dia.

Crianças de 7-12 anos
Infusão (raiz):3g (1 colher de sopa) em 1 xícara (150 ml) de 3 a 4 vezes ao dia;
Tintura (1:5): 3 gotas/kg de peso em água de 3 a 4 vezes ao dia;
Extrato seco (5:1): 20mg/ kg de peso de 3 a 4 vezes ao dia;
Xarope (2,0% de extrato seco 5:1): 1 colher de café (2ml) a cada 4kg de peso de 3 a 4 vezes ao dia.

TOXICIDADE E INTERAÇÕES.
O alcaçuz importado é considerado de baixa toxicidade em comparação com os extratos puros de glicirricina. Devido a uma possível capacidade de gerar um quadro de pseudoaldosteronismo por ação mineralocorticóide (caracterizado por retenção de sódio, cloro e água, edema, hipertensão arterial e ocasionalmente mioglobinúria), é desaconselhável o consumo excessivo dessa espécie (não ultrapassar um mês de dose contínua).Até o momento relatam-se na literatura médica 25 casos de pseudoaldosteronismo,
observando-se em todos os casos altas concentrações de alcaçuz na elaboração dos extratos ou de caramelo (pelo fato de o alcaçuz importado ser
edulcorante). Para evitar esses problemas, pode-se substituir o alcaçuz por anis. Em outro plano, devido à atividade hormonal do alcaçuz importado, foram demonstrados alguns casos de amenorréia.É contra-indicado o uso para indivíduos
que sofram de hipertensão arterial, hiperestrogenismo e diabetes.Algumas interações medicamentosas positivas e/ou negativas: espironolactonas (antagonismo do efeito diurético); Sargassum (reações tóxicas /efeitos colaterais);anestésicos (o extrato do rizoma pode provocar hipertensão arterial, edema, hipocalemia e alteração plaquetária. Os efeitos ocorrem por inibição do metabolismo do cortisol e da aldosterona); varfarina sódica cristalina (aumenta as propriedades antiplaquetárias); hortelã-pimenta (o óleo de hortelã interfere no sistema enzimático hepático citocromo P450). Como consequência, a concentração de alcaçuz utilizado concomitamentemente poderá se elevar no sangue,promovendo intensificação dos efeitos ou potencializando reações adversas sérias); anti-hipertensivos (alterações cardiovasculares); contraceptivos orais (aumento da pressão arterial e diminui os níveis de potássio); laxantes (causa perda de potássio); insulina (aumenta os efeitos adversos da insulina); corticosteróides (aumenta os efeitos dos corticosteróides. Deve-se ter cuidados ao ingerir quaisquer tóxicos / esteróides concomitantemente com o alcaçuz); digoxina (aumenta perigosamente o risco dos efeitos tóxicos da digoxina);aspirina (reduz irritações estomacais, assim como o risco de ulceras no estômago); inibidores da ECA e diuréticos (não poupadores de potássio: interfere na efetividade da medicação)

 

 

 

 

 

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